terça-feira, dezembro 7

a PEDRA e o plástico

Antes de dormir, resolvi postar este poema, mas ele consta do trabalho de Cristina Lopes, o Portifólio. Já vi que terei dificuldades em colocar as coisas em seus devidos lugares. Mas quem sabe as coisas não são como eu, inquietas?! Descobri que as pedras têm sua plasticidade e que o plástico também pode ser orgânico. As variadas dimensões das letras dão o tom da personalidade e emotividade dos dois. Ao diálogo!

Declaração de amor entre o plástico e a PEDRA

Não és tão dura
Não és tão rígida
Densa Forte
És pedra
Um ser que ama e sofre
das urgências minhas
Pedra
vais e vens tantas vezes
vai
e traz o meu amor de volta
Vem
e que recomecemos
do ponto do desencontro
Pedra Amiga
ele chora e pede por mim, eu sinto!
Toca em seu corpo e o acorda
pois ele é tão rígido, tão rígido.
(ele sou eu com meu organismo
sintético e secular
Trago comigo a felicidade de amar
me descobri contigo
existo e posso respirar,
acariciando o teu corpo firme,
faço-te dançar
conectados ao terceiro elemento: as mãos dela
Xela...)

- Te amo, menino!
Inquebrável
Impermeável
Leve 
Transparente
És o meu deus grego:
Plastikós
adequado à moldagem.
Por tudo isso
e tanto mais que és
sempre te amei!
Eu
Desde os remotos tempos
Tua PEDRA.

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