Estava eu a procurar o livro sobre Mandalas que meu amigo Ricardo me emprestou. Obviamente não o encontrei, pois se isso ocorresse eu não seria eu. Encontrei então este de
Le Loup e resolvi compartilhar um pouco sobre o simbolismo da mão, já que ela comanda o nosso fazer arteterapêutico.
Segundo o autor, a mão tem o símbolo Y (
yod), no hebraico, que significa
divino. Ligada ao conhecimento, tocar com a mão, apertá-la, é SE APRESENTAR, FIRMAR UM CONHECIMENTO. Através das mãos comunicamos nossa energia, nosso CORAÇÃO, mas também "podemos comunicar algo maior que nós...". O autor ainda questiona "como sentimos nossas mãos?" Como entramos em contato com outros corpos, animados e inanimados? "Fazendo as mãos dançarem podemos curar uma pessoa", pois as pontas dos nossos dedos estão intimamente ligadas ao cérebro. Belíssima constatação!!! E o mais curioso é que quando pinto com determinados pincéis, tenho a nítida impressão de estar pintando com os dedos mesmo, passando os dedos no suporte. Isso acontece com determinadas canetas também. Incrível, como nos conectamos com o mundo interior através das mãos!
Minhas mãos pintaram uma mandala que faz parte de uma série, cujo projeto ficou no papel, sobre substâncias e órgãos corporais. Trata-se de uma pesquisa sobre o corpo humano organizada em imagens mandalísticas, a partir da leitura de um dicionário ilustrado. Vi a imagem do corte transversal de um olho e tentei reproduzí-la em tela. Fiz o estudo das cores primeiro e então ampliei numa tela 1.00 x 1.00. Eis o resultado:
E ainda a participação especial da infiltração na parede. É a água lembrando a sua relevante participação na pintura. Te esqueci, não, irmã! Você é primordial para a nossa existência! Além de ser fundamental na
pintura em acrílica, que pode ser iniciada com diluição suficiente para sobrepor camadas (o que garante a penetração da tinta nas fibras do suporte). Ou pode ser usada densa, como alguns preferem, por garantir secagem rápida. Bem, em outro momento, espero, falaremos sobre a técnica na atuação do ATTP. Quando tiver conhecimento de causa, claro!